Todo mundo (e tudo) muda, e isso é incrível!

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"Não quero só olhar para trás e lembrar com carinho de tudo que vivi. Quero rir de cada situação patética, doce, vergonhosa, alegre e até triste. Porém, sem deixar nenhuma vivência pela metade. Não quero pensar no que poderia ter sido e ficou inacabado. Da certeza de que nada pode ser igual, resta-nos apenas o consolo de que tudo que está por vir pode ser ainda melhor do que o que um dia foi." - Márcia Duarte

Saudações padawans, volto à blogar falando sobre algo que acontece toda hora na vida de todo mundo: Mudança. Ela pode ser pequenininha, gigantesca, pode ser planejada ou vir bruscamente, a questão é que ela é inevitável e cabe a você saber recebê-la de braços abertos independente de qualquer coisa. Esse 2017 foi um ano muito importante pra mim (já em clima de retrospectiva, percebem?) pois me aconteceram milhares de coisas que me fizeram mudar o percurso da minha vida, e digo pra vocês: é muito mais legal caminhar nesse caminho torto em que eu me encontrei do que querer viver só andando em linha reta. Esse ano, segundo minha melhor amiga, foi o meu ano de "pagar língua" [ tecla sap: Pagar língua acontece quando você faz algo que jurava nunca na vida fazer.]. Fiz amizades totalmente inesperadas, vivi muita coisa diferente, conheci e desconheci [é, acontece] muita gente, abri mão de coisas que pensava ser impossível viver sem e com isso eu aprendi e cresci pra caramba!

Se eu disser para vocês que foi tudo absolutamente fácil, que não sofri e que simplesmente segui o baile lindamente eu estaria mentindo e muito pra vocês, essa coisa de mar de rosas não existe na vida real, só em filme água com açúcar que a gente vê no Netflix. Digamos que esse ano me tenha trago batalhas - pode parecer meio dramático ou exagerado, mas whatever -, que não foram poucas e nem fáceis. A batalha mais difícil que me foi dada, foi a batalha comigo mesma, e cara, como foi e ainda é dificil. O engraçado é que temos facilidade para apontar o dedinho e julgar, mas quando temos de olhar pra dentro de nós para ver onde é que a gente anda errando, parece estarmos tentando aprender japonês em braile. Foda né?! Quando me vi obrigada a travar esta batalha comigo, eu me senti perdida, meio sem rumo pois realmente não sabia nem por onde começar. Precisava me concentrar em mim e perguntar pra mim mesma:"O que é que ta pegando? O que anda me incomodando tanto?". E então, fui percebendo aos pouquinhos aquelas coisinhas pequenas que viviam me travando de ser quem eu era e fui me desprendendo delas muito mais aos pouquinhos ainda, sabe por quê? Porque a gente se apega, se acomoda e fica que nem criança pra largar a chupeta - você ouve as pessoas dizendo que você deve parar, mas você não pára por achar que não pode viver sem aquilo, mas na verdade você pode - e deve!- viver sem.

Vai parecer muito contraditório o que vou dizer aqui,mas vamos lá: Ignore ao máximo o que as pessoas dizem, mas escute sempre o que elas dizem. Tá legal, ficou confuso. O que eu quero dizer é que sim, tudo bem a gente querer viver a vida como a gente bem entender, mas não podemos nos esquecer de quem nos rodeia. Vi uma vez uma campanha de prevenção ao suicídio que tinha como slogan "Sua vida não é só sua", meio egoísta? Talvez. Verídico? Sim, muito. Acontece que somos quem somos justamente por causa dos outros, e nem adianta bancar o auto-suficiente e bater no peito pra dizer que você é o que é porque exclusivamente você e você mesmo decidiram ser assim. Talvez se você tivesse vindo por geração espontânea, eu até acreditaria, mas óh, eu duvido. Sabe o por quê? Você nasceu rodeado de pessoas, cresceu rodeado de pessoas, você vive rodeado de pessoas e tudo o que você faz direta ou indiretamente, envolve uma ou mais pessoas. Tá me entendendo agora? Nós somos o que somos devido às pessoas que nos cercam, vamos adquirindo gostos, hábitos e pensamentos semelhantes ou não em relação à elas. Cabe a nós mesmos, filtrarmos quem nos cerca pra que sempre possamos absorver o melhor de cada uma que nem uma esponjinha e também sempre buscar sermos a melhor versão de nós mesmos, pois também somos influenciadores.

Para isso, é preciso maturidade, e ela não vem assim da noite pro dia. Nós não nascemos sabendo se colocar no lugar do outro, a ter empatia, a ser legal com as pessoas e a ser tolerante, tudo isso nos é ensinado e só depende da gente passar isso pra frente. Eu confesso, é difícil mesmo se colocar no lugar do outro às vezes, mas é preciso. Vai doer algumas vezes, em outras vai te chocar, te emocionar e te fazer abrir muito os olhos e a cabeça, mas uma coisa eu digo: vale a pena! Vão haver momentos na vida em que você terá de fazer escolhas, muitas delas vão te enlouquecer e te fazer sentir falta de apenas ter que decidir o que pedir de presente na cartinha pro Papai Noel. A vida sempre vai nos pregar essas peças, e haja jogo de cintura para lidar com elas! Acontece que não tem jeito, não tem escapatória, porque a vida cobra que você se decida, se uma forma ou de outra, ela sempre cobra. E outra coisa, não espere acertar toda hora pois errar é algo super comum e humano, pode parecer frustrante, mas é enriquecedor quando a gente aprende quando a gente erra, né? Quando você abre a sua mente, você liberta a sua vida. Eu custei a aprender isso, custei mesmo, pois sou teimosa como uma mula, mas posso dizer que aprendi. Aprendi a entender o lado do outro quando discordam de mim [salvo as situações em que confundem opinião com discurso de ódio], aprendi a ser mais gentil [inclusive comigo mesma], a sorrir, aprendi a me comunicar, aprendi a parar de julgar pelas aparências e aprendi a dar mais chances para mim mesma em todos os sentidos.

Acontece que, quando a gente aprende esse tipo de coisa, as pessoas percebem... e questionam. Vão dizer que você mudou, que você não é mais o mesmo e até que sentem falta do seu antigo "eu". Vai por mim, não caia nessa. As pessoas temem tudo aquilo que elas não conhecem, que é novo, e elas vão temer isso em você, normal. Mas nunca, em hipótese nenhuma, não permita que essas pessoas o convençam de que sua antiga versão é melhor do que a atual, até porque isso não existe. Somos sempre melhores, algumas vezes mais do que outras. A gente precisa ir mudando até se encontrar de verdade, e esse processo é um pouco longo, portanto paciência, pois quando você acha o seu lugar... ah, é delicioso! Você não precisa ter medo de trocar a cor e o corte do seu cabelo, o tipo de roupa que costuma usar, mudar de filme favorito ou então passar a gostar de outro estilo musical, tudo isso faz parte da sua formação. Já recebi inúmeras críticas sobre mudar tanto de opinião e gostos, e quer saber? Que se dane! Já gostei de funk, hoje amo um Rock n Roll; fui muito fã de Jonas Brothers, hoje minha banda favorita é System of a Down; eu detestava cerveja com todas as minhas forças, hoje eu adoro sair pra beber com as amigas; Eu detestava meu cabelo cacheado, hoje não me vejo mais sem os meus cachos. Entenderam? A gente muda a todo instante, mesmo que inconscientemente galera, e isso é o máximo! Por causa das minhas mudanças de opinião eu tive a oportunidade de conhecer várias pessoas, de vivenciar momentos incríveis e outros nem tanto assim, de ir descobrindo quem é que tá aqui dentro. E tudo isso faz um bem danado pra gente, deixa o povo falar pra lá e vai ser feliz!

Mudanças vêm, e sempre serão super bem-vindas por aqui pois graças á elas, sou quem sou hoje e digo-lhes mais: tenho o maior orgulho da mulher que me tornei. Portanto meu caro(a), trate de se livrar dessas amarras que te impedem de ser o que você quer ser, vai sem medo e se orgulhe muito da pessoa que você se tornou, pois você merece e só você sabe tudo o que teve de passar pra chegar onde chegou.Olha só o quanto tu cresceu! 

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