auto estima

Porque decidi fazer um ensaio sensual (e porque você também deveria fazer um).

17:59

“The Birth of Venus” – Alexandre Cabanel, 1863.
Sempre fui uma pessoa apaixonada por fotografia, mais especificamente por ser fotografada mesmo sendo muito tímida. Sempre acreditei que a fotografia era muito mais do que apertar o botãozinho do obturador, sempre acreditei que era muito mais além de ângulos, poses, iluminação dentre tantos outros fatores. A fotografia tem o poder de parar o tempo naquele instante, de captar os sentimentos ali envolvidos e de quebra, transformar tudo isso em arte, e sempre achei isso tão lindo! 

Sempre tive vontade de ser fotografada profissionalmente, para me sentir maravilhosa e de bônus, massagear o ego e dar um up na autoestima. Quando decidi realizar o ensaio, o que mais ouvi das pessoas foi:
"Revista de mulher pelada?"
"Você é louca de tirar foto pelada"
"Isso é coisa de mulher famosa fazer"
"E se isso cai na internet?"
"Como você tem coragem de ficar nua com um desconhecido?"
O que pude concluir com isso é que as pessoas ainda são muito ignorantes quando o assunto é sensualidade pois na maioria das vezes, é confundida com vulgaridade [o que foge totalmente do contexto deste tipo de ensaio]. Muitas mulheres que conheço me juraram de pés juntos que nunca teria coragem de "fazer uma coisa dessas" pois não se acham sensuais o bastante e que se sentiriam ridículas. Confesso que no primeiro momento me senti exatamente assim, a gente tem essa mania de temer tudo o que é novidade e isso é absolutamente normal. O que não é normal, é deixar esse medo paralisar a gente, portanto, me desafiei e lá fui eu realizar o meu tão sonhado ensaio sensual.


Realizei meu ensaio com o Henrique Morais (o link do instagram para que vocês conheçam o trabalho dele está na sidebar), conheci o trabalho dele através do Instagram, tomei aquela dose básica de coragem e marquei com ele um encontro para acertarmos os detalhes do ensaio. Como boa ansiosa que sou, fiquei totalmente nervosa só pelo fato de conversar sobre como seria todo o processo. Por sorte, o Henrique é uma pessoa super tranquila, e conseguiu me deixar tranquila também pois quem me conhece, sabe o quanto viro uma pilha de nervos quando fico ansiosa. Nesta conversa foram decididos data, local, figurino (os looks), quem seria meu acompanhante [em hipótese alguma familiares ou cônjuges*] e o tipo de ensaio que seria realizado. O que achei mais legal nesse processo desse encontro é que o Henrique valorizou muito o contato visual e também o diálogo, exatamente para quebrar o gelo e aquele clima cliente/contratado.

Meu ensaio foi marcado  para o dia 26 de julho, recrutei minha melhor amiga para ser acompanhante, afinal precisaria muito de um olhar familiar para me sentir mais tranquila. Meu ensaio foi realizado na suíte temática Árabe do Motel Dallas, o que já ajudou muito a criar aquela esfera de sensualidade. Cheguei lá a ansiedade em pessoa, super pilhada, nervosa e com medo de travar frente às lentes. Sempre tive muitos problemas de confiança e autoestima, portanto pra mim, esse ensaio foi um grande desafio. Então, comecei a dizer pra mim mesma "Eu preciso fazer isso, por mim, pelo meu bem-estar, pela minha confiança" e fui, mergulhei de cabeça. 

Algo que achei o máximo e que tenho certeza de que foi a chave para o sucesso do meu ensaio foi a preocupação e a sensibilidade que o fotógrafo teve comigo. Antes de começarmos de fato a fotografar, ele se sentou comigo e disse algo do tipo "Isso aqui não é um concurso de beleza, não estou aqui para te julgar e nem para reparar no seu corpo, se você tem dobrinhas aqui ou estrias ali. Eu estou aqui para te fazer se sentir a mulher mais linda desse mundo, porque agora, é o que você é!". Pronto, o que uma massageada no ego não faz? Já me senti totalmente motivada a encarar aquelas lentes e me sentir poderosíssima.

Quando você decide fazer um ensaio sensual, não é só de roupas que você fica despida, mas sim de tudo aquilo que te segura, que te impede de se conhecer, se aceitar e se amar. Todo aquele pré conceito, aquele pudor, aquele medo cai por terra. É uma atitude ousada que traz uma sensação deliciosa de liberdade.

De repente, é só você e a câmera, o mundo desaparece e por uns instantes aquela sensação de ser a mulher mais linda e desejada do mundo prevalece, e lhes digo, não só durante o ensaio, mas principalmente após. Á medida que ele me mostrava as fotos naquela telinha da câmera, me sentia estonteante, intensa, linda do meu jeito. Era eu ali, o meu corpo que eu tanto abominava, aquilo que eu chegava a chorar quando via no espelho. Aquela sessão fotográfica conseguiu em horas, reunir tudo o que eu busquei em toda a minha vida em relação à auto aceitação, confiança e auto estima. Me ver ali, entregue, decidida, abriu totalmente a minha cabeça e meu coração em relação a mim mesma.

Quando o ensaio acabou, eu senti um bem estar tão grande, uma sensação de dever cumprido, uma paz interior imensa, nunca tinha ficado tão de bem comigo. Passei a me enxergar e a ser mais gentil comigo mesma, a aceitar o corpo que tenho e todas as imperfeições que o fazem perfeito do meu jeito, a me conhecer e a confiar mais em mim. É incrível tudo o que acontece quando a gente se aceita, quando a gente se permite. E o mais importante e bonito em tudo isso é o amor que é desperto dentro da gente. É, amor. Amor por mim, por minhas gordurinhas localizadas, por minhas espinhas na testa, até pela minha insegurança. Foi uma experiência fundamental para o meu crescimento como mulher e eu recomendo que todas passem por isso pelo o menos uma vez na vida, eu juro, é transformador!

O que tenho a dizer para você mulher, que tem vontade, mas não tem coragem de fazê-lo é: Você precisa aceitar a si mesma, você tem que enxergar muito além do seu corpo, você é forte, você é bonita e você têm de expressar a sua essência. Você merece se sentir feliz consigo, se sentir capaz e se sentir maravilhosa, não há mal nenhum em estar em bem consigo mesma. Antes de toda essa aceitação eu já me neguei demais e hoje busco sempre ir além, busco sempre me permitir sem ficar me questionando. 

Deixe todo aquele pudor, aquele medo de se mostrar e de ter voz cair por terra. Não se permita ser reprimida, contida, você é maravilhosa! Eu queria deixar registrado aqui que você pode, pode muito! E você deve! 




"O primeiro passo para a mudança é a aceitação. Uma vez que você aceite a si mesmo, você abre a porta para a mudança. Isso é tudo o que você tem que fazer. Mudança não é algo que você faz, é algo que você permite." Will Garcia

Permita-se!

Aproveitando a deixa, quero agradecer ao Henrique mais uma vez [já agradeci milhares de vezes] por ter feito parte desta experiência linda, por toda a paciência e dedicação comigo antes, durante e após o ensaio. Quero agradecer também pelo profissionalismo e pela delicadeza pelas quais foram conduzidas durante esse processo. Não preciso nem falar o quanto recomendo o trabalho desse cara né? Corre lá no instagram dele e conheça esse trabalho lindo que ele faz. 

textos

Todo mundo (e tudo) muda, e isso é incrível!

16:16

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"Não quero só olhar para trás e lembrar com carinho de tudo que vivi. Quero rir de cada situação patética, doce, vergonhosa, alegre e até triste. Porém, sem deixar nenhuma vivência pela metade. Não quero pensar no que poderia ter sido e ficou inacabado. Da certeza de que nada pode ser igual, resta-nos apenas o consolo de que tudo que está por vir pode ser ainda melhor do que o que um dia foi." - Márcia Duarte

Saudações padawans, volto à blogar falando sobre algo que acontece toda hora na vida de todo mundo: Mudança. Ela pode ser pequenininha, gigantesca, pode ser planejada ou vir bruscamente, a questão é que ela é inevitável e cabe a você saber recebê-la de braços abertos independente de qualquer coisa. Esse 2017 foi um ano muito importante pra mim (já em clima de retrospectiva, percebem?) pois me aconteceram milhares de coisas que me fizeram mudar o percurso da minha vida, e digo pra vocês: é muito mais legal caminhar nesse caminho torto em que eu me encontrei do que querer viver só andando em linha reta. Esse ano, segundo minha melhor amiga, foi o meu ano de "pagar língua" [ tecla sap: Pagar língua acontece quando você faz algo que jurava nunca na vida fazer.]. Fiz amizades totalmente inesperadas, vivi muita coisa diferente, conheci e desconheci [é, acontece] muita gente, abri mão de coisas que pensava ser impossível viver sem e com isso eu aprendi e cresci pra caramba!

Se eu disser para vocês que foi tudo absolutamente fácil, que não sofri e que simplesmente segui o baile lindamente eu estaria mentindo e muito pra vocês, essa coisa de mar de rosas não existe na vida real, só em filme água com açúcar que a gente vê no Netflix. Digamos que esse ano me tenha trago batalhas - pode parecer meio dramático ou exagerado, mas whatever -, que não foram poucas e nem fáceis. A batalha mais difícil que me foi dada, foi a batalha comigo mesma, e cara, como foi e ainda é dificil. O engraçado é que temos facilidade para apontar o dedinho e julgar, mas quando temos de olhar pra dentro de nós para ver onde é que a gente anda errando, parece estarmos tentando aprender japonês em braile. Foda né?! Quando me vi obrigada a travar esta batalha comigo, eu me senti perdida, meio sem rumo pois realmente não sabia nem por onde começar. Precisava me concentrar em mim e perguntar pra mim mesma:"O que é que ta pegando? O que anda me incomodando tanto?". E então, fui percebendo aos pouquinhos aquelas coisinhas pequenas que viviam me travando de ser quem eu era e fui me desprendendo delas muito mais aos pouquinhos ainda, sabe por quê? Porque a gente se apega, se acomoda e fica que nem criança pra largar a chupeta - você ouve as pessoas dizendo que você deve parar, mas você não pára por achar que não pode viver sem aquilo, mas na verdade você pode - e deve!- viver sem.

Vai parecer muito contraditório o que vou dizer aqui,mas vamos lá: Ignore ao máximo o que as pessoas dizem, mas escute sempre o que elas dizem. Tá legal, ficou confuso. O que eu quero dizer é que sim, tudo bem a gente querer viver a vida como a gente bem entender, mas não podemos nos esquecer de quem nos rodeia. Vi uma vez uma campanha de prevenção ao suicídio que tinha como slogan "Sua vida não é só sua", meio egoísta? Talvez. Verídico? Sim, muito. Acontece que somos quem somos justamente por causa dos outros, e nem adianta bancar o auto-suficiente e bater no peito pra dizer que você é o que é porque exclusivamente você e você mesmo decidiram ser assim. Talvez se você tivesse vindo por geração espontânea, eu até acreditaria, mas óh, eu duvido. Sabe o por quê? Você nasceu rodeado de pessoas, cresceu rodeado de pessoas, você vive rodeado de pessoas e tudo o que você faz direta ou indiretamente, envolve uma ou mais pessoas. Tá me entendendo agora? Nós somos o que somos devido às pessoas que nos cercam, vamos adquirindo gostos, hábitos e pensamentos semelhantes ou não em relação à elas. Cabe a nós mesmos, filtrarmos quem nos cerca pra que sempre possamos absorver o melhor de cada uma que nem uma esponjinha e também sempre buscar sermos a melhor versão de nós mesmos, pois também somos influenciadores.

Para isso, é preciso maturidade, e ela não vem assim da noite pro dia. Nós não nascemos sabendo se colocar no lugar do outro, a ter empatia, a ser legal com as pessoas e a ser tolerante, tudo isso nos é ensinado e só depende da gente passar isso pra frente. Eu confesso, é difícil mesmo se colocar no lugar do outro às vezes, mas é preciso. Vai doer algumas vezes, em outras vai te chocar, te emocionar e te fazer abrir muito os olhos e a cabeça, mas uma coisa eu digo: vale a pena! Vão haver momentos na vida em que você terá de fazer escolhas, muitas delas vão te enlouquecer e te fazer sentir falta de apenas ter que decidir o que pedir de presente na cartinha pro Papai Noel. A vida sempre vai nos pregar essas peças, e haja jogo de cintura para lidar com elas! Acontece que não tem jeito, não tem escapatória, porque a vida cobra que você se decida, se uma forma ou de outra, ela sempre cobra. E outra coisa, não espere acertar toda hora pois errar é algo super comum e humano, pode parecer frustrante, mas é enriquecedor quando a gente aprende quando a gente erra, né? Quando você abre a sua mente, você liberta a sua vida. Eu custei a aprender isso, custei mesmo, pois sou teimosa como uma mula, mas posso dizer que aprendi. Aprendi a entender o lado do outro quando discordam de mim [salvo as situações em que confundem opinião com discurso de ódio], aprendi a ser mais gentil [inclusive comigo mesma], a sorrir, aprendi a me comunicar, aprendi a parar de julgar pelas aparências e aprendi a dar mais chances para mim mesma em todos os sentidos.

Acontece que, quando a gente aprende esse tipo de coisa, as pessoas percebem... e questionam. Vão dizer que você mudou, que você não é mais o mesmo e até que sentem falta do seu antigo "eu". Vai por mim, não caia nessa. As pessoas temem tudo aquilo que elas não conhecem, que é novo, e elas vão temer isso em você, normal. Mas nunca, em hipótese nenhuma, não permita que essas pessoas o convençam de que sua antiga versão é melhor do que a atual, até porque isso não existe. Somos sempre melhores, algumas vezes mais do que outras. A gente precisa ir mudando até se encontrar de verdade, e esse processo é um pouco longo, portanto paciência, pois quando você acha o seu lugar... ah, é delicioso! Você não precisa ter medo de trocar a cor e o corte do seu cabelo, o tipo de roupa que costuma usar, mudar de filme favorito ou então passar a gostar de outro estilo musical, tudo isso faz parte da sua formação. Já recebi inúmeras críticas sobre mudar tanto de opinião e gostos, e quer saber? Que se dane! Já gostei de funk, hoje amo um Rock n Roll; fui muito fã de Jonas Brothers, hoje minha banda favorita é System of a Down; eu detestava cerveja com todas as minhas forças, hoje eu adoro sair pra beber com as amigas; Eu detestava meu cabelo cacheado, hoje não me vejo mais sem os meus cachos. Entenderam? A gente muda a todo instante, mesmo que inconscientemente galera, e isso é o máximo! Por causa das minhas mudanças de opinião eu tive a oportunidade de conhecer várias pessoas, de vivenciar momentos incríveis e outros nem tanto assim, de ir descobrindo quem é que tá aqui dentro. E tudo isso faz um bem danado pra gente, deixa o povo falar pra lá e vai ser feliz!

Mudanças vêm, e sempre serão super bem-vindas por aqui pois graças á elas, sou quem sou hoje e digo-lhes mais: tenho o maior orgulho da mulher que me tornei. Portanto meu caro(a), trate de se livrar dessas amarras que te impedem de ser o que você quer ser, vai sem medo e se orgulhe muito da pessoa que você se tornou, pois você merece e só você sabe tudo o que teve de passar pra chegar onde chegou.Olha só o quanto tu cresceu! 

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